Sorrisos sob o céu azul

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Estava parado, apenas olhando para ela, de forma obsessiva. Seu cabelo ao vento, sua beleza angelical. Uma obra natural de beleza irreal. Ela não olhava para mim, e sim para o céu azul de nuvens brancas. Sorria para elas de forma tão pura. Aquele momento parecia eterno. Seu vestido pairava no ar e os pássaros pareciam enfeites pendurados sobre nós. Tudo parecia estar de forma a coroar de magia aquele instante.

Era um mero segundo de um dia qualquer, em que tudo era irrelevante, exceto ela. Ela era a luz daquele lugar, o motivo de existir vida ali.

Jamais havia acreditado em perfeição até aquela visão. Tudo nela era motivo de lágrimas, lágrimas de alegria. Ela era perfeita e eu não podia acreditar que alguém pudesse discordar disso.

Não me importava se eu morresse, não me importava se havia alguém me esperando ou se meu celular estava tocando. Era tudo tão lindo. Porém lá no fundo algo dizia que eu não podia ficar, que ali não era o meu lugar. Algo me dizia que eu deveria partir. Mas eu não queria.

Meus olhos se abriram para visão do teto branco do hospital. Eu estava vivo novamente. Vivo para seguir em frente. Mas vivo não havia ela… Não mais.

Marcos Braga de OLiveira

Marcos Braga de Oliveira – Aluno do Curso Técnico de Química Fundação Liberato

 

 

 

 

 

 

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